26/05/2007

Paradoxo do Exame Surpresa

O professor diz na sexta-feira: 'Haverá um exame surpresa em um dia qualquer da próxima semana'. Uma vez que a semana escolar se encerra na sexta-feira, sexta não pode ser o dia do exame surpresa (pois, como os alunos podem ver desde já, se nenhum exame tiver sido aplicado até quinta à noite, sexta será o único dia restante para o exame e, então, sua aplicação será esperada e deixará de ser uma surpresa).

Mas a sexta-feira tendo sido eliminada, a quinta-feira toma-se o último dia possível para o exame e, assim, a quinta-feira é eliminada por um raciocínio similar -você pode ver, desde já, que se nenhum exame tiver sido aplicado até quarta à noite, então, com a sexta-feira tendo sido eliminada como um dia possível para o exame, a quinta­feira seria o único dia disponível e, portanto, a aplicação do exame seria esperado e deixaria de ser uma surpresa.

Por um raciocínio similar, quarta, terça e segunda-feira são, um a um, eliminados. Em outras palavras, nenhum exame surpresa pode ser aplicado em nenhum dos dias da semana. Chega a semana seguinte, e o professor entra na sala, digamos na terça-feira, e distribui as folhas do exame. Surpresa!

(texto do livro "Lógica - Conceitos-Chave em Filosofia", Goldstein, Editora Artmed, 2007)

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06/05/2007

O que o trouxe aqui não o levará até lá


Gostei disso:

" A ascenção profissional reserva uma surpresa a muitos executivos que alcançam o topo. Boa parte do comportamento que ajuda um profissional a subir na carreira pode - a partir de certo ponto - comprometer seu desempenho.

Um subordinado por subir, por exemplo, por ter sempre todas as respostas. Num chefe, isso pode soar para sua equipe como arrogância. Uma auto-estima elevada pode servir como motor para o crescimento - mas um líder que se considere o dono da verdade pode subestimar riscos, muitas vezes custosos para a companhia ".

Bottom-line: O que o trouxe até aqui não o levará até lá. Seria a tradução de um livro chamado What got you here won't get you there, de Marshall Goldsmith. Significa que você precisa de habilidades diferentes para continuar crescendo na carreira.

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03/05/2007

Tem chato que assovia bem

Todo mundo conhece uma pessoa chata, mas há poucas publicações que explique o que é isso. Até a Wikipédia, que tem de tudo, não tem uma definição sobre as pessoas chatas (pode procurar). No dicionário diz que é uma pessoa maçante, enfadonha, insistente, que aborrece, irrita, estorva ou perturba.

O curioso é que os chatos tem amigos. Então ele não dever ser totalmente chato.


J.D.Saling, no seu livro O Apanhador no Campo de Centeio, não se conformava como uma garota legal da escola conseguia namorar um cara muito chato. Mas depois ponderou:

" Mas tinha uma coisa que ele fazia como ninguém: o filho da puta assoviava como gente grande. Ele ficava fazendo a cama ou pendurando seus trecos no armário - vivia pendurando alguma coisa no armário, me deixava maluco - e, quando não estava tagarelando com aquela voz de taquara rachada, ficava assoviando o tempo todo. Ele era capaz de assoviar até troços clássicos, mas quase sempre assoviava músicas de jazz.


Por isso, tenho minhas dúvidas quanto aos chatos. Talvez a gente não deva sentir tanta pena de ver uma garota legal se casar com um deles. A maioria não faz mal a ninguém e talvez, sem que a gente saiba, sejam todos uns assoviadores fabulosos ou coisa parecida. Nunca se sabe... "

Leia o trecho completo aqui

Viver agora, pagar depois... ou o inverso?


Tudo na vida é um trade-off.

" Uma afinidade importante entre o tempo e dinheiro é o fato de que são ambos valores que se prestam admiravelmente à aplicação da noção de custo de oportunidade (ou isto ou aquilo). Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. O custo implícito na compra de um artigo qualquer é o valor daquilo que deixou de ser adquirido com a mesma soma. Idem o tempo. "

Interessante o conceito de trocas inter-temporais. Sempre acabamos por optar entre "viver agora, pagar depois" e "pagar agora, viver depois".

Este é o assunto que assisti numa palestra do Eduardo Giannetti, e depois li na revista Época Negócios de Abril/07 esta frase do livro dele (O Valor do Amanhã):

Aliás, O Fantástico, a exemplo do Dráusio Varella e Marcelo Gleiser, mostrará episódios do Giannetti falando sobre economia e suas relações filosóficas.

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